O mercado mudou. E o seu negócio?

Que a pandemia do novo coronavírus impactou diretamente a vida das pessoas não é nenhuma novidade. Mas como o mercado tem se comportado diante desse novo cenário? Se o público muda, o consumo muda e o mercado deve se adaptar. Sem adaptação, nenhum negócio prospera.

Desde o momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou como necessário o isolamento social pelo mundo, o mercado foi obrigado a se reinventar para não ir à falência, de modo a atender as demandas e se adaptar a nova forma de consumo que seu público teve que adotar.

A partir desse cenário, a ESPM Rio, escola de negócios com ênfase em Economia Criativa, fez uma pesquisa quantitativa online. O objetivo era entender como está o curso comportamental do consumidor e quais as empresas estão se saindo melhor em se adaptar nesse novo contexto. A pesquisa foi realizada entre os dias 28 de abril e 1º de maio e contou com cerca de 300 participantes. Em sua maioria, os internautas habitam no Rio de Janeiro, mas também responderam o formulário pessoas de São Paulo e Brasília.

Mudança de comportamento do consumidor

Resultados

De acordo com os resultados da pesquisa, a partir do isolamento social, o consumidor se encontra mais racional e consciente. Pensando algumas vezes antes de comprar – e na real necessidade de determinada compra. Também foi notado que agora, ele coloca certos valores como prioridade na hora de fechar negócio ou consumir de determinada empresa. Algo que, em um contexto anterior, onde a rapidez se encontrava como característica mais que essencial, não era prioridade.

A pesquisa também mostrou os hábitos de consumo durante a quarentena. 45% dos entrevistados disseram ter feito ao menos uma compra online durante o isolamento. Sendo que, 70% dessas pessoas compraram produtos para melhorar o conforto da casa.

A melhor empresa destacada pelo público foi a Magazine Luiza, ou Magalu. A justificativa foram as medidas em prol da redução do impacto causado pelo novo coronavírus tomadas pela rede que é uma das maiores plataformas de varejo do Brasil. A empresa, comandada por Luiza Trajano, foi uma das idealizadoras do movimento ‘Não Demita!’, que incentiva empresários a preservarem empregos além de ter lançado uma plataforma para pequenas empresas e autônomos venderem seus produtos online.

Por outro lado, a rede de restaurantes Madero foi uma das mais lembradas negativamente. Isso, porque logo no início da pandemia, o fundador do Madero, Júnior Dursk, afirmou publicamente que a economia não poderia parar e que, assim, era contrário ao isolamento social.

O que isso nos mostra

Apesar de ser difícil de prever como será a sociedade pós-pandemia, é inegável que as formas de consumo mudaram e continuarão se transformando. Por isso, em um cenário onde o público teve seus valores alterados pelo estresse e ansiedade vindos do confinamento, e a ampliação dos horizontes e formas de consumo, as empresas precisarão cativar o público para conquistá-lo. E apostar cada vez mais em novas plataformas.

A pesquisa também nos mostra que o mercado digital ganhou grande importância na mentalidade desse novo consumidor, que ficou impossibilitado de sair de casa e com isso conheceu um novo jeito – as vezes mais cômodo- de comprar.

Assim, podemos destacar alguns pontos importantes:

  1. Conheça seu público;
  2. Tenha valores bem definidos e seja fiel a eles;
  3. Adapte-se aos novos cenários;
  4. A transformação digital é uma realidade.

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